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Mudança nas regras tributárias brasileiras

Posted on 23/09/202523/09/2025 By Patrice Lima

A recente mudança nas regras tributárias brasileiras trouxe um ponto de inflexão para todo o ecossistema do varejo e serviços. A partir de agora, a tributação incide no ato da compra do cliente, eliminando a possibilidade de planejamento de fluxo de caixa que antes permitia ao comerciante recolher tributos de forma diferida.

Na prática, isso significa que cada transação comercial será acompanhada do recolhimento imediato de impostos, dificultando a administração financeira, especialmente para pequenos e médios negócios.

O Caso do Importador e do Dropshipping

O importador traz mercadorias do exterior, paga os tributos de importação e nacionaliza o produto.

Esse importador pode atuar como fornecedor dentro do Brasil, repassando a mercadoria para revendedores que praticam dropshipping nacionalizado.

O revendedor, ao realizar a venda, também recolhe os tributos correspondentes sobre o valor final da operação.

O ponto crítico: há uma sobreposição de tributos. O importador já pagou na entrada, e o revendedor paga novamente na saída. Na prática, isso pode encarecer o produto e reduzir a margem de todos os envolvidos.

Impacto no Comércio Varejista

Esse novo modelo não afeta apenas o dropshipping, mas também o varejo tradicional e prestadores de serviços. Alguns cenários:

Loja de roupas: antes, comprava estoque, vendia ao longo do mês e recolhia impostos com prazo. Agora, cada venda já vem tributada, exigindo que o lojista tenha capital de giro imediato para repor mercadorias.

Prestador de serviços: ao emitir nota por um atendimento, o imposto já incide, reduzindo a flexibilidade de caixa que muitas vezes sustentava o negócio em períodos de baixa.

E-commerce: marketplaces que intermediam vendas terão maior controle sobre a tributação no checkout, mas os pequenos lojistas perdem autonomia e ficam mais vulneráveis à descapitalização.

As Consequências

  1. Redução do capital de giro – O comerciante não consegue mais usar o intervalo entre a venda e o recolhimento do tributo para financiar o próprio negócio.
  2. Aumento da mortalidade empresarial – Pequenos negócios, que dependem de fluxo de caixa diário, podem não resistir.
  3. Concentração de mercado – Grandes players, com estrutura financeira sólida, ganham vantagem, enquanto pequenos empreendedores tendem a ser excluídos.
  4. Risco de repasse de preços – O consumidor final pode sentir o impacto com produtos e serviços mais caros.

As novas regras tributárias trazem um discurso de maior transparência e simplificação, mas o efeito colateral é o estrangulamento do caixa de comerciantes e prestadores de serviços. O importador nacionalizado pode até se beneficiar ao atuar como fornecedor para uma rede de revendedores, mas, no fim, a sobreposição de tributos gera insegurança.

O grande desafio será sobreviver a um cenário em que o imposto é imediato, o capital de giro é reduzido e a competição se concentra nos gigantes do mercado. Para muitos, será necessário repensar o modelo de negócio, buscar eficiência máxima ou migrar para estratégias coletivas de venda.

Negócios Tags:Dropshipping, imposto, tributos

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